Um Feliz Ano Novo!…
Com dragões, fogos,
Espadas, beijos
E tudo de novo!
CHUMBO E OURO
Postado em estro surrealista em dezembro 7, 2011 por reinodalira
Me aponte o trabuco
E me atire o chumbo
Dos anos passados
Ser feliz agora e ainda
Se alegrar com sonhos
Soterrados
Tenra noite tensa
E poesia imensa
Para se afagar
O que se propensa
Livres heróis de guerras
Das páginas sujas e eternas
Em correntes etéreas
Que me prenderam ao seu braço
Em abraço
Sem culpa foge um condenado
Com mãos de sangue ou vinho atróz
Tanques desalmados esmagam
E esmiúçam almas
Pisoteiam idéias, mas afundam
Num empoçado
De lama e de glória
Da teoria peço auforria
E vou parar num destino
Onde encontro o que lhe jurei!
VINTÉM
Postado em estro surrealista em dezembro 6, 2011 por reinodaliraPalor varonil
Lauréis, mil réis,
Novo mundo, meu Reino
Pela bandeja da cabeça afoita
Fonte da vida que se esgota
Na sede de moribundo beberrão
Tal vampiro qual sua estaca
Estaganado fora!
Serpente e servos num Holocausto
Dionísico
Era a choca que todo pândego
Merece em alfombra
Dez vinténs de uma nova moeda
Descapitalizada e decapitada
Pela foice que foi-se em mãos erradas!
Tudo se transforma ao redor de seus olhos
Turvos e que perderam o espetáculo!
SERPENTE MINERVA
Postado em estro surrealista em dezembro 5, 2011 por reinodaliraQue sepenteiam em harmonia
Minerva de sabedoria tola
Às margens da mansão
Morada de Santos, lua cheia
De vermes e o dragão
Serpenteia a palvra chave
Das sete que te trancava
Abro o meu peito nu e solto
O livro da vida que me perde
No folhear dos dias!
E assim passam as noites
De videiras e caramboleiras
Que me fazem sombra
E uma água fresca serpenteia
Para o sossego de um irmão
Da água agora escoa e escorre
Um sangue que incurta e prolonga
A prole de um panteão de sete deuses
Que cirandam e serpente
Acerca do infinito serpenteiam mísseis
Balísticos sem direção, sem noção
Apesar de inteligentes!
Serpenteia menina gazela colhendo os frutos
Deixados pelos diabos que passaram de retro
Para o nosso amor chegar!
ESPECTRAL
Postado em estro surrealista em dezembro 4, 2011 por reinodaliraDa qual sou freguês
Se reveste um espírito
De um vulto sombrio
Ampla solidão no que sobrou
De um castelo
Amarelos mofados, jardins
De trevas em beijos cacos!
A maciez do belo num espinho
Que permeia a densa pele
Dessa alma que se esvai
Ele cala e a roupa encharca
De lágrima doce como falsos risos
Em parangolés comemorativos
Mas é pura emoção que passo
Estendido esquartejado
Sobre a sombra de um clarão
Alama adúltera que me abandona jaz
Santa écloga tão bem cantada
Ao ser declamada nesse capim!
O turvo e o negro é a pele
Que se espanta e arrepia a cada toque
Ela volta em forma e fôrma de Deusa
Ajeita a nossa mesa e janta o desespero
De nosso incrível recomeçar!
O ALTO DO CAPARAÓ
Postado em estro surrealista em dezembro 3, 2011 por reinodaliraNum choro alado
Armadilha em corações,
Bobo-”Alegro”,dorso e couro,
Flanco sepultado
Um em mil e uma cauções,
Precauções preocupações
Da lira que se leva com o nada
Dessa vida
E n’alma flerta ponta e faca,
Rastros e ferida
Bom dia, ardósia e tantas pedras,
Cascalhos fáceis e fosseis!…
De abominações humanas e do que resta
Dessa escória em ruínas afáveis!
Refestela-se um ser divino, mas que abomina
O prazer ejaculado e incalculado
Sobre o dorso da Tantra-Rosa que gemia
E germina num cárcere!
Cascalhos sobre mim, ruínas, cobras
E lagartos sobre nós!
De tanto girar, o mundo acabou no que se gasta
Em tempo e money!
Desgaste humano, errar é o divino
Que te faz ambivalente
Dromedário de ilusões, caravanas inconsequentes…
O divino saliva na lira, tem o erro e rasura
Em epopéias cheias de heróis míticos,
Gozos coletivos, filhos pródigos e bastardos…
Noite santa e o Alto do Caparaó!




