BISCOITO DA SORTE

Postado em Haicai com as tags em dezembro 31, 2011 por reinodalira

Um Feliz Ano Novo!…
Com dragões, fogos,
Espadas, beijos
E tudo de novo!

OXALÁ

Postado em poesia em dezembro 26, 2011 por reinodalira

Jesus Cristo, Cristo Jesus!…
Um homem, uma Missão:
O Evangelho, a cruz!
Jesus Cristo, Cristo Jesus!
Um Deus, um profeta, um caminho,
Uma luz!

CHUMBO E OURO

Postado em estro surrealista em dezembro 7, 2011 por reinodalira

Me aponte o trabuco
E me atire o chumbo
Dos anos passados
Ser feliz agora e ainda
Se alegrar com sonhos
Soterrados
Tenra noite tensa
E poesia imensa
Para se afagar
O que se propensa
Livres heróis de guerras
Das páginas sujas e eternas
Em correntes etéreas
Que me prenderam ao seu braço
Em abraço
Sem culpa foge um condenado
Com mãos de sangue ou vinho atróz
Tanques desalmados esmagam
E esmiúçam almas
Pisoteiam idéias, mas afundam
Num empoçado
De lama e de glória
Da teoria peço auforria
E vou parar num destino
Onde encontro o que lhe jurei!

VINTÉM

Postado em estro surrealista em dezembro 6, 2011 por reinodalira

Cassandra não previu

Palor varonil

Lauréis, mil réis,

Novo mundo, meu Reino

Pela bandeja da cabeça afoita

Fonte da vida que se esgota

Na sede de moribundo beberrão

Tal vampiro qual sua estaca

Estaganado fora!

 

Serpente e servos num Holocausto

Dionísico

Era a choca que todo pândego

Merece em alfombra

Dez vinténs de uma nova moeda

Descapitalizada e decapitada

Pela foice que foi-se em mãos erradas!

Tudo se transforma ao redor de seus olhos

Turvos e que perderam o espetáculo!

SERPENTE MINERVA

Postado em estro surrealista em dezembro 5, 2011 por reinodalira

Evidencia notórias fontes

Que sepenteiam em harmonia

Minerva de sabedoria tola

Às margens da mansão

Morada de Santos, lua cheia

De vermes e o dragão

 

Serpenteia a palvra chave

Das sete que te trancava

Abro o meu peito nu e solto

O livro da vida que me perde

No folhear dos dias!

E assim passam as noites

De videiras e caramboleiras

Que me fazem sombra

 

E uma água fresca serpenteia

Para o sossego de um irmão

Da água agora escoa e escorre

Um sangue que incurta e prolonga

A prole de um panteão de sete deuses

Que cirandam e serpente

 

Acerca do infinito serpenteiam mísseis

Balísticos sem direção, sem noção

Apesar de inteligentes!

Serpenteia menina gazela colhendo os frutos

Deixados pelos diabos que passaram de retro

Para o nosso amor chegar!

ESPECTRAL

Postado em estro surrealista em dezembro 4, 2011 por reinodalira

Se desfaz da nudez

Da qual sou freguês

Se reveste um espírito

De um vulto sombrio

Ampla solidão no que sobrou

De um castelo

Amarelos mofados, jardins

De trevas em beijos cacos!

A maciez do belo num espinho

Que permeia a densa pele

Dessa alma que se esvai

 

Ele cala e a roupa encharca

De lágrima doce como falsos risos

Em parangolés comemorativos

Mas é pura emoção que passo

Estendido esquartejado

Sobre a sombra de um clarão

Alama adúltera que me abandona jaz

 

Santa écloga tão bem cantada

Ao ser declamada nesse capim!

O turvo e o negro é a pele

Que se espanta e arrepia a cada toque

Ela volta em forma e fôrma de Deusa

Ajeita a nossa mesa e janta o desespero

De nosso incrível recomeçar!

O ALTO DO CAPARAÓ

Postado em estro surrealista em dezembro 3, 2011 por reinodalira

Eletrizado gozo em coro

Num choro alado

Armadilha em corações,

Bobo-”Alegro”,dorso e couro,

Flanco sepultado

Um em mil e uma cauções,

Precauções preocupações

Da lira que se leva com o nada

Dessa vida

 

E n’alma flerta ponta e faca,

Rastros e ferida

Bom dia, ardósia e tantas pedras,

Cascalhos fáceis e fosseis!…

De abominações humanas e do que resta

Dessa escória em ruínas afáveis!

Refestela-se um ser divino, mas que abomina

O prazer ejaculado e incalculado

Sobre o dorso da Tantra-Rosa que gemia

E germina num cárcere!

 

Cascalhos sobre mim, ruínas, cobras

E lagartos sobre nós!

De tanto girar, o mundo acabou no que se gasta

Em tempo e money!

Desgaste humano, errar é o divino

Que te faz ambivalente

Dromedário de ilusões, caravanas inconsequentes…

O divino saliva na lira, tem o erro e rasura

Em epopéias cheias de heróis míticos,

Gozos coletivos, filhos pródigos e bastardos…

Noite santa e o Alto do Caparaó!

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