O ALTO DO CAPARAÓ
Num choro alado
Armadilha em corações,
Bobo-”Alegro”,dorso e couro,
Flanco sepultado
Um em mil e uma cauções,
Precauções preocupações
Da lira que se leva com o nada
Dessa vida
E n’alma flerta ponta e faca,
Rastros e ferida
Bom dia, ardósia e tantas pedras,
Cascalhos fáceis e fosseis!…
De abominações humanas e do que resta
Dessa escória em ruínas afáveis!
Refestela-se um ser divino, mas que abomina
O prazer ejaculado e incalculado
Sobre o dorso da Tantra-Rosa que gemia
E germina num cárcere!
Cascalhos sobre mim, ruínas, cobras
E lagartos sobre nós!
De tanto girar, o mundo acabou no que se gasta
Em tempo e money!
Desgaste humano, errar é o divino
Que te faz ambivalente
Dromedário de ilusões, caravanas inconsequentes…
O divino saliva na lira, tem o erro e rasura
Em epopéias cheias de heróis míticos,
Gozos coletivos, filhos pródigos e bastardos…
Noite santa e o Alto do Caparaó!
