SERPENTE MINERVA
Que sepenteiam em harmonia
Minerva de sabedoria tola
Às margens da mansão
Morada de Santos, lua cheia
De vermes e o dragão
Serpenteia a palavra chave
Das sete que te trancava
Abro o meu peito nu e solto
O livro da vida que me perde
No folhear dos dias!
E assim passam as noites
De videiras e caramboleiras
Que me fazem sombra
E uma água fresca serpenteia
Para o sossego de um irmão
Da água agora escoa e escorre
Um sangue que incurta e prolonga
A prole de um panteão de sete deuses
Que cirandam e serpente
Acerca do infinito serpenteiam mísseis
Balísticos sem direção, sem noção
Apesar de inteligentes!
Serpenteia menina gazela colhendo os frutos
Deixados pelos diabos que passaram de retro
Para o nosso amor chegar!
