CHUMBO E OURO
Me aponte o trabuco
E me atire o chumbo
Dos anos passados
Ser feliz agora e ainda
Se alegrar com sonhos
Soterrados
Tenra noite tensa
E poesia imensa
Para se afagar
O que se propensa
Livres heróis de guerras
Das páginas sujas e eternas
Em correntes etéreas
Que me prenderam ao seu braço
Em abraço
Sem culpa foge um condenado
Com mãos de sangue ou vinho atróz
Tanques desalmados esmagam
E esmiúçam almas
Pisoteiam idéias, mas afundam
Num empoçado
De lama e de glória
Da teoria peço auforria
E vou parar num destino
Onde encontro o que lhe jurei!