ARROUBO

A draga que passa no íntimo

Exércitos e outro Afeganistão,

Bolinha de sabão

Tento entender e escolher o que há de fato

Exato sou um ser inato do abstrato

Que não vale um centavo de réis que  já está em desuso

Sou o rei no futuro que nunca vem

Umas mulheres molhadas, a paz na selva encantada,

dourada lança no ungido índio

Vi tenentes tementes a deuses estranhos e tão lindos

Passo pelo círculo do sol sem queimadura ou arranhão

Um tanque no meio da estrada do meu sertão

Será verderdade será que não…?!

Agora se apronta uma criatura nova feita de aço

E o metano do espaço onde o ar não propaga

Os rumores

Tudo calmo sou anjo salvo viro noites e veludos

Procurando na ausência encontrá- la linda

Me perco dela ainda mas não sei do íntimo de cada que me cerca

E sou feliz e não me importa o que resta!

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